A técnica que a SBP recomenda, em quatro regras
O Guia Prático de Atualização sobre lavagem nasal, do Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SBP, resume o que vale para qualquer dispositivo e qualquer idade: direcione sempre para a lateral da narina, para não traumatizar o septo; nunca aplique com força, mantendo pressão suave e contínua; garanta um bom vedamento entre o dispositivo e a narina; e mire o jato a 45 graus para cima em relação ao plano do palato.
A posição também muda o resultado. Em bebê de até 6 meses, o guia descreve duas: deitada, com a criança de barriga para cima, a cabeceira elevada acima de 30 graus e a cabeça girada para o lado, irrigando a narina que ficou por cima; ou sentada no colo, com a cabeça levemente à frente, uma mão do adulto na mandíbula para estabilizar e a bochecha do adulto encostada na da criança para ela não se mexer durante a técnica. Dos 6 meses aos 2 anos, a posição sentada no colo é a descrita.
Sobre a quantidade, o mesmo guia traz o que os estudos usaram em lactentes de até 6 meses: 1 mL por narina com seringa, ou 4 a 6 borrifadas de spray em cada narina, ou um medidor completo de conta-gotas, de 2 a 3 vezes ao dia, com o volume variando conforme indicação médica e tolerância da criança. Dos 6 meses aos 2 anos, a faixa com seringa passa para 3 a 20 mL, na mesma frequência.
Nem todo nariz entupido pede lavagem por conta própria. A SBP considera contraindicações relativas, que precisam ser avaliadas pelo médico assistente, os casos de suspeita de corpo estranho no nariz, dificuldade de engolir com risco de aspiração, fissura palatina, defeitos da base do crânio e fraturas de face. O guia também registra que não há evidência para prescrever lavagem nasal de rotina como prevenção, e que dispositivos de alto volume não têm indicação antes dos 2 anos.